VALORES

Por meio de historias , cronicas e atualidades ...refletir os valores, tão esquecidos hoje em dia... além de tambem compartilhar minhas leituras, imagens, fotografias, e atividades relativas ao terceiro setor.

VALORES

Por meio de historias , cronicas e atualidades ...refletir os valores, tão esquecidos hoje em dia... além de tambem compartilhar minhas leituras, imagens, fotografias, e atividades relativas ao terceiro setor.
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Terra Blog

26.02.08

AUTOGESTÃO

"SE NÃO HÁ PATRÃO, ENTÃO QUEM MANDA?"

Negar o patrão não significa negar o poder, então, temos que organizar o poder de forma que todos possam exercer o direito de dar opinião, criticar e decidir, para tanto temos que escolher pessoas que se responsabilizem por funções e tarefas distintas.

Quando falamos em autogestão, devemos considerá-la como um processo em permanente criação. Algo que se deve construir no dia a dia, como conquista., e devemos ver dois conceitos fundamentais: o primeiro é o de ultrapassar a separação entre os que decidem e os que simplesmente cumprem ordem sem saber o porquê. O segundo principio é o de autonomia das decisões das pessoas que estão no comando por escolha dos demais participantes da autogestão, sendo que autonomia significa superar interferências externas nas decisões.  É o permanente exercício do "nos".

A Autogestão pretende ser uma organização social que não aliena, pois não submete. Ela se sustenta no princípio da igualdade absoluta de todos os membros, se sustenta na liberdade, pois não oprime.

São organizações onde o aprendizado e a autoridade, a participação e o controle são a mesma coisa; onde todos os seus participantes têm condições e direito de decidir sobre ela, uma vez que o trabalhador tem direito de votar e tomar decisões coletivamente.

Desse modo, a autogestão não é apenas um pre-requisito para a implantação dos principios dos empreendimentos coletivos, mas principalmente podem tornar-se uma ferramenta estrategicamente importante no ganho de competitividade com as empresas de gestão convencional.

A adesão do trabalhador decorre de forma voluntária, e não de forma autoritária como é comum na empresa convencional onde o medo do desemprego ou a falta de, ou ausencia de, geralmente leva a obediência cega do trabalhador ou de quem participa .

Este sistema, geralmente o vemos nas cooperativas, e a questão das igualdades e diferenças no seu interior se torna uma grande dificuldade.

O imediatismo também atrapalha este novo modelo de gestão, pois quase sempre não é capaz de responder em curtissimo prazo aos anseios de rápida ascensão economica e social, o que gera consequentemente uma grande frustração, que na maioria das vezes é causada por expectativas criadas por falta de planejamento sério na montagem da estrutura.

Finalizando, a melhor maneira de gerir um empreendimento coletivo sem atritos e atribulações, são usar de total transparência em todas as ações principalmente as ações financeiras.

O segredo para uma boa tomada de decisão consiste em ter disponível um conjunto de informações precisas, seguras, significativas e oportunas.

e por fim vai um bom exemplo ...

 

Contam que numa carpintaria houve uma vez uma estranha reunião. Foi uma reunião entre ferramentas, para acertas suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia barulho demais e, além disso, passava o tempo todo dando golpes.

O martelo assumiu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir qualquer coisa. O parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Disse que ela era muito áspera ao tratar dos demais atritos. A lixa acatou a decisão, mas com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo sua medida, como se fosse ele o único perfeito.

Nesse momento o carpinteiro entrou, juntou o material e começou a trabalhar. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, uma rústica madeira converteu-se num fino móvel. Quando as ferramentas ficaram novamente a sós, a assembléia retomou a discussão. Foi então que o serrote pediu a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos fortes. Assim, proponho um trato: não vamos mais ressaltar nossos pontos fracos e vamos passar a valorizar nossos pontos fortes.

Quando uma pessoa busca defeitos na outra, sempre acaba encontrando algo para criticar, e dessa forma o clima tende a tornar-se tenso e negativo. Por outro lado, quando se buscam com sinceridade os pontos fortes uns dos outros, as melhores qualidades aparecem.

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