VALORES

Por meio de historias , cronicas e atualidades ...refletir os valores, tão esquecidos hoje em dia... além de tambem compartilhar minhas leituras, imagens, fotografias, e atividades relativas ao terceiro setor.

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Por meio de historias , cronicas e atualidades ...refletir os valores, tão esquecidos hoje em dia... além de tambem compartilhar minhas leituras, imagens, fotografias, e atividades relativas ao terceiro setor.
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Arquivo de: Abril 2008, 20

20.04.08

DE ARCEBISPO A PRESIDENTE

Fernando Lugo - deixou de ser ArceBispo para concorrer às eleições no Paraquai... leia mais em baixo.....  (2 cronicas)


Pe. Zezinho, SCJ - ORAR E FAZER POLíTICA



Quando Jesus chamou Herodes de raposa, quando silenciou diante dele, quando enfrentou Pilatos e o seu poder de procurador, quando teve pena do povo com fome e fez alguma coisa por ele, quando enfrentou os vendilhões do templo, quando contou parábolas que questionavam os religiosos do seu tempo, quando defendeu os pobres, quando questionou duramente os ricos, estava fazendo política. Opinou sobre os governantes, respeitou ou enfrentou, mostrou o papel de um grupo religioso, pensou no momento e nas dores do povo e ensinou os seus seguidores a servirem os outros.
    O mesmo Jesus que ensinou a orar, ensinou a servir e deixou claro que não veio para ser servido, mas para servir. Não quis dinheiro, nem fama, nem poder, mas quis ver a justiça acontecer, já no seu tempo. Uma leitura atenta dos evangelhos mostra Jesus não fechado nem sectário a querer melhorias para o seu povo. Não veio ao mundo apenas para orar e ensinar a orar. Não foi morto porque orava, mas porque enfrentou os donos do poder, porque exigiu justiça e propôs uma outra visão do ser humano e da religião do seu tempo. Nada mais errado do que ensinar que basta orar que Deus faz o resto. Não faz! Temos que fazer a nossa parte e a política pode se ruma forma de ajudar milhares ou milhões de irmãos. Depende da cabeça e da honestidade de quem a faz.
    Jesus não foi um líder político, mas não foi também apenas um líder religioso. Foi irmão, foi Filho, foi libertador e amigo do povo. Mostrou Deus como Pai, mas mostrou o ser humano como irmão, com direitos, especialmente os mais indefesos a que ele chamava de pequeninos.
     Soa, pois, estranho quando algum cristão afirme ser contra os religiosos se meterem com política. Não só podem, como devem. A historia do cristianismo e de todas as religiões do mundo está marcada pela política, bem ou mal exercida. E vai ser sempre assim. Os religiosos sempre se meterão na política, inclusive os que desligam a televisão na hora da propaganda, ou preferem ir fazer um sanduíche ou fritar pipoca durante a fala do presidente ou de um candidato. A decisão de não querer nada com política já é uma decisão política. Omitir-se e deixar que qualquer um se eleja e qualquer grupo assuma o poder é uma escolha política. Se não é possível viver sem tal escolha, então aprendamos a escolher e escolhamos direito!

ELEIÇÕES NO PARAGUAI

Frei Betto

No próximo domingo, 20 de abril, os eleitores paraguaios irão às urnas escolher, em turno único, o novo presidente do país. Disputam a eleição o ex-arcebispo católico Fernando Lugo; Blanca Ovelar, do Partido Colorado; e o general Lino Oviedo, ex-dirigente deste partido, acusado de participar do assassinato, em 1999, do ex-vice presidente Luis María Argaña (o que o obrigou a exilar-se quatro anos no Brasil).
Lugo, 57 anos, lidera as pesquisas eleitorais. Identificado com a Teologia da Libertação, faz questão de frisar que a sua “opção preferencial pelos pobres” não é política, é pastoral. Sabe que representa uma séria ameaça à hegemonia do Partido Colorado, há 60 anos no poder, inclusive através da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).
Fernando Lugo vive na pele a trágica história recente de seu país. Seu pai esteve preso mais de 20 vezes. Três de seus irmãos foram torturados e expulsos do Paraguai. Em 1983, também o expulsaram, devido a sermões considerados subversivos. Retornou em 1987. Ordenado bispo de San Pedro em 1994, renunciou ao ministério episcopal e aceitou candidatar-se frente ao apelo público subscrito por mais de 100 mil eleitores.
Apoiado pela Aliança Patriótica para a Mudança, que reúne nove partidos, e o Movimento Tekojojá (Vida Partilhada, articulação de movimentos populares), Lugo considera que seus principais adversários são a corrupção, a pobreza e a ignorância. “A maneira mais rápida de fazer fortuna no Paraguai é fazer política”, assinala ele. Por isso, teme-se a tentativa de fraude na eleição de domingo.
Com pouco mais de 6,5 milhões de habitantes, e reservas de US$ 2,5 bilhões, o Paraguai ainda depende de sua economia agropecuária, voltada à exportação, sobretudo para a Argentina e o Brasil. Mais de 50% da população vive abaixo da linha da pobreza, e 35% na miséria absoluta.
O país, no entanto, é rico em reservas de petróleo e recursos hídricos, e grande exportador (e não consumidor) de energia elétrica, através das usinas hidrelétricas de Itaipu e Yacyretá, construídas com capitais brasileiro e argentino, e cujos tratados foram assinados por ditaduras militares.
Se eleito, Lugo está decidido a convocar o Brasil a renegociar o Tratado de Itaipu. A energia paraguaia é vendida ao Brasil a baixo preço, que ele pretende multiplicar por sete, o que garantiria ao país vizinho uma arrecadação anual de US$ 1,8 bilhão. Tudo indica que o presidente Lula não poria obstáculos à renegociação.
Lugo quer ainda promover a reforma agrária para beneficiar 300 mil famílias sem-terra (70% das terras produtivas pertencem a 2,5% dos proprietários); e valorizar cooperativas e pequenas empresas, de modo a sintonizar o crescimento econômico com o desenvolvimento social. Propõe-se também superar a relação assimétrica do Paraguai com os demais países do Mercosul.
O Partido Colorado domina todo o aparelho estatal e judiciário do Paraguai. Lugo se dispõe a resgatar a autonomia dos juízes e despartidarizar a máquina estatal. Cerca de 90% da população é bilíngüe, se expressa em espanhol e guarani, embora este povo indígena represente, oficialmente, apenas 0,7% da população. Mas, pela primeira vez na história do Paraguai, uma indígena guarani é candidata a senadora.
No século XIX, o Paraguai foi o país mais independente, justo e evoluído da América do Sul. Instigados pela coroa britânica, Brasil, Argentina e Uruguai o guerrearam de 1864 a 1870. Dos 160 mil soldados e oficiais brasileiros, 50 mil não retornaram. E pelo menos 300 mil paraguaios, entre civis e militares, morreram na guerra.
As Forças Armadas do Brasil devem à nação a abertura dos arquivos da guerra do Paraguai, e também da ditadura militar (1964-1985).

*Escritor, autor de “Batismo de Sangue” (Rocco), integra o comitê internacional de fiscalização do pleito paraguaio

SUBLIME IMPROVISACI0N

SUBLIME IMPROVISACI0N

El 18 de Noviembre de 1995, el violinista Itzhak Perlman, subió al
escenario para dar un concierto en el salón Avery Fisher del "Lincoln
Center" en la ciudad de Nueva York. Si usted alguna vez ha estado en
un concierto de Perlman, sabrá que subir al escenario no es nada
fácil para él.

Padeció la enfermedad de polio cuando era niño, tiene abrazaderas en
ambas piernas y camina con la ayuda de muletas. Verlo caminar sobre
el escenario de un lado al otro, paso a paso, lenta y penosamente, es
una escena impresionante. Él camina penosamente pero majestuosamente,
hasta que alcanza su silla.

Después se sienta y lentamente pone las muletas sobre el piso, abre
los broches de las abrazaderas en sus piernas, recoge un pie y
extiende el otro hacia adelante. Después se inclina y recoge el
violín, lo pone bajo su barbilla, hace seña al Director y procede a
tocar.

Hasta ahora, la audiencia ya estaba acostumbrada a este ritual.

Permanecían silenciosamente sentados mientras él caminaba por el
escenario hasta su silla. Permanecían respetuosamente en silencio
hasta que él estuviera listo para tocar; pero esta vez, algo ocurrió.
Justo cuando él terminaba de tocar sus primeras notas, una cuerda de
su violín se rompió. Se pudo escuchar el ruído en toda la sala. Salió
disparada como una bala. No había duda de lo que ese sonido
significaba. No había duda de lo que él tendría que hacer.

Los que estaban ahí esa noche tal vez pensaron: "Para esta, él va a
tener que ponerse de pie, abrocharse las abrazaderas, recoger las
muletas, y salirse del escenario para encontrar otro violín u otra
cuerda."

Pero no fue así. En su lugar, el esperó un momento, cerró sus ojos y
después hizo seña al Director para empezar a tocar. La orquesta
empezó y él tocó desde donde había parado. El tocó con tanta pasión,
con tanto poder y con una claridad que nunca antes nadie había
escuchado.

Claro, cualquiera sabe que es imposible tocar una obra sinfónica con
sólo tres cuerdas. Lo sé yo y lo sabe usted, pero esa noche Itzhak
Perlman rehusó a saberlo. Uno podía observar como modulaba, cambiaba
y recomponía esa pieza en su cabeza. Sonaba como si él estuviera
redescubriendo la mejor combinación de sólo tres cuerdas, dando la
impresión de que no faltaba ninguna.

Cuando él terminó, se hizo un silencio impresionante en el salón.
Después, la gente se levantó y lo aclamó. Había una explosión de
aplausos desde cada rincón del auditorio. Todos estábamos de pie,
gritando y aclamando, haciendo todo lo posible para mostrar cuánto
apreciábamos lo que él había conseguido.

Él sonrió, se secó el sudor de sus cejas, alzó su arco para
callarnos, y después dijo, no presumidamente, pero en un tono
tranquilo, pensativo, y reverente:

"¿Saben ustedes que algunas veces la tarea del artista es la de
averiguar cuanta música podemos producir con lo que nos queda.?"

¡Qué frase tan poderosa!. Se ha quedado en mi mente desde que la oí.
¿Y quien sabe? Tal vez esa sea la definición de la vida, no sólo para
los artistas sino para todos nosotros.

He aquí un hombre que se ha preparado durante toda su vida para
producir música con un violín de cuatro cuerdas. Sin embargo, se
encuentra un buen día de repente en medio de un concierto con sólo
tres cuerdas; y entonces produce música con tres cuerdas, y la música
que él produjo esa noche era más bonita y más memorable que cualquier
otra que él haya producido con cuatro cuerdas.

Entonces, tal vez nuestra tarea en este mundo inestable, cambiante, y
perplejo en el que vivimos es la de producir música, primero con lo
que tenemos, y después, cuando esto ya no sea posible, producir
música con lo que nos queda.

Ignoro el autor.

(Enviado por Martha Leticia Treviño