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UMA CARTA DA PRISÃO
Caríssima irmã Yolanda Ladeira,
Quando fomos integrados à população carcerária, os presos quiseram que déssemos aulas para eles. Aqui a maioria é semi-analfabeta, e o presídio só oferece curso até o 3° primário. O pessoal, sedento de cultura, logo nos cercou, na esperança de que ensinássemos o que sabemos (eles chegam a reler o mesmo livro três ou quatro vezes). Todavia, a administração não permitiu. Em torno da gente sempre houve a suspeita de que só abrimos a boca "para fazer proselitismo".
Com o tempo, entretanto, descobri que a simples convivência permite que haja entre nós, presos políticos e comuns, uma troca de conhecimentos. Eles têm muito a nos ensinar. A nossa formação é acadêmica, intelectualista, abstrata, livresca. A deles é empírica, pragmática, forjada no sofrimento, rica de sabedoria. A grande diferença é que nós sabemos que sabemos e eles não sabem que sabem. Ajudar a fazê-los ver o quanto sabem tem sido a nossa preocupação.
Outro dia, conversando com Paulão, perguntei a ele:
“Quem tem mais cultura, um médico ou um índio?”
“O médico, é claro”, respondeu-me.
“Por que o médico?”
“Porque foi à escola, leu muitos livros, aprendeu a curar doenças e fazer operações, tirou um diploma.”
”Então me diga uma coisa: o médico sabe pescar com arco e flecha, fazer tinta de jenipapo, reconhecer o grito da capivara, distinguir plantas medicinais, transformar tronco de árvore em canoa, cultivar mandioca e milho, tecer a fibra de buriti, acender fogo sem fósforo, caminhar na mata sem bússola e preparar carne sem sal?”
O companheiro pensou um pouco e meio surpreso respondeu:
“É, não sabe não.”
“Como é, então, que você diz que o médico tem mais cultura que o índio?”
“Pelo que vejo, o médico tem sua cultura de médico e o índio tem sua cultura de índio.”
A partir desse momento, Paulão passou a compreender algo que muitas pessoas diplomadas em universidades ignoram (apesar das obras monumentais de Lévi Strauss, Darcy Ribeiro e Paulo Freire): não existem homens mais cultos que outros, existem culturas paralelas e socialmente complementares.
O fato de a raça branca julgar como cultura só aquilo que ela sabe, levou-a a "pacificar" os índios. A quem fazem mal os "selvagens"? A ninguém. Vivem a sua vida, a sua cultura, a sua história. Mas nós, os brancos, nos julgamos uma raça superior (e este complexo nos levou a dizimar os vermelhos; isolar os amarelos; e subjugar os negros). Cremos que cultura e civilização são aquilo que constitui o nosso patrimônio. Esquecemos que o índio tem a sua própria civilização que, em muitos aspectos, é mais avançada que a nossa (vide astecas e maias). E com a nossa amnésia continuamos nos embrenhando pela floresta adentro, poluindo o ar e a água, subornando o índio com presentes de grego e corrompendo-o com promessas ilusórias. O preço de cada passo de nosso progresso é a ruína de mais uma tribo.
Um grupo japonês acaba de instalar-se no Brasil para exportar produtos de artesanato indianista. Sem falar da exploração que isso vai significar para o índio, o que todos parecem ignorar (não os índios, mas autoridades e empresários) é que esse artesanato depende de aves que se tornam cada vez mais raras. Aqui o preço será a extinção dessa fauna.
Venho acompanhando com muito interesse essa expedição que, junto ao rio Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, procura "pacificar" os índios gigantes Kranacaroes. Quanto mais a expedição avança, sob cobertura aérea, mais os índios se afundam na mata. Às vezes imagino o cacique reunindo a tribo assustada para explicar o que se passa:
“Irmãos, procurai estar sempre atentos, porque a qualquer momento esses caras pálidas selvagens podem alcançar-nos. Até a presente lua temos gozado da mesma paz e prosperidade em que viveram os nossos antepassados. Temos guardado nossa inocência, sem que o nosso coração se deixasse contaminar pela ambição e pela malícia; temos vivido com o que a natureza nos fornece, sem necessidade de apoderar-nos dos bens da terra ou de delimitar nosso território. Graças aos nossos deuses, jamais conhecemos a doença, a fome e a inimizade; nossos jovens são fortes e corajosos, nossas mulheres férteis e puras. Eis que agora os selvagens quebram nossa secular tranqüilidade. Ameaçam-nos com seus paus de fogo e suas lâminas de ferro; assustam-nos com seus pássaros metálicos e nos armam ciladas com bugigangas, sem as quais temos vivido luas e luas de felicidade. Vede como eles são: envergonham-se do próprio corpo e cobrem a pele; caminham devastando a mata, afugentando animais e secando as plantas. Querem aprisionar-nos e confinar-nos em seus parques, para que possam destruir a nossa terra e a nossa tribo. Contudo, não vos submeteis sem lutar. A terra que pisamos conheceu o homem quando aqui chegaram os nossos antepassados, que a legaram aos filhos de seus filhos. A nós ela pertence e, por ela, que nos dá vida e alimento sem exigir demasiado trabalho, combateremos até os limites de nossas forças".
Se, dentro de alguns anos, não houver mais índios no Brasil, a Igreja terá de reconhecer sua parte de culpa nisso. No passado, nossos missionários internaram-se na selva sem preparo e contaminaram os índios com o seu caldo de cultura europeizada. Acreditavam que civilizar era ensinar o índio a ter vergonha da nudez e usar roupa, e repudiar a vida coletiva da aldeia e aprender nossas línguas, e adquirir nossos costumes. Muitos missionários abriram caminho para os mascates que exploraram o índio, comprando seu artesanato e sua mulher por uma garrafa de álcool. Sob o pretexto de anunciar o Evangelho, contribuímos para o extermínio da raça. Levamos a morte onde havia vida.
São raros os missionários que, como Anchieta e Antônio Vieira, respeitaram a cultura do índio e tudo fizeram para preservá-la. Raros os que se tornaram índios com os índios. Mas felizmente eles existem e são a nossa esperança.
20/02/2002- Frei Beto

criado por HENRY URQUHART
21:15:05
De 26 de agosto de 1978 até 26 de agosto de 2008 são 30 anos. Isto significa que ingressaram 1.650 estudantes por ano no curso de Administração, que se multiplicamos vezes 2 (dois), quando ingressos semestrais, seriam a escalofriante quantidade de 3.300 alunos que ingresam ao curso anualmente.
Nesse sentido, do razão pra meu amigo, jornalista e fotografo que o curso de administração é chinelo na nossa cidade. Ante 3.300 alunos, não sei se todos se formaram, mas que ingressaram na faculdade ingresaram, e da a pensar o que eles estaram fazendo hoje, trabalhando aqui ou migraram para outra cidade.
Pois então, dia 26 de agosto faz 30 anos da minha formatura, nunca me inscrevi no CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO, como tambem nunca fui procurado por alguem, para me inscrever nele, e foi por uma coisa dessas que eu fiz CIENCIAS CONTABEIS, e pago durante 28 anos religiosamente minha anuidade.
Chinelo, tambem porque nas secretarias de administração, não tem gente formada nesse curso, como tambem de administradores, trabalham engenheiros, medicos, dentistas e professores., não sei até quando e porque.
E não é frustração, porque não me considero dessa forma, me acho um professional bem sucedido, e muito bem procurado por meu inumeros clientes e amigos, para qualquer tipo de consulta, na area administrativa, contabil ou imobiliaria, até no ramo de direito, que tambem tive o privilegio de cursar alguns aninhos que me deram um bom conhecimento, que não deixa nada a desejar do conhecimento de nossos atuantes advogados.
Não estou apelando e sim concordando com um parecer de um amigo que usou o microfone de uma radio de nossa cidade, para dizer que os cursos da unipama,, em certo momento eram cursos chinelos...
FAZER O QUE ...
FAZ 30 ANOS
henry urquhart

criado por HENRY URQUHART
10:25:25
ASSOCIAÇÃO SANTANENSE PRO ENSINO SUPERIOR
FACULDADE DE CIENCIAS ECONÔMICAS E CONTABEIS DE SANTÁNA DO LIVRAMENTO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
I TURMA DE BACHARÉIS EM ADMINISTRAÇÃO
(Trinta anos)
As solenidades de formatura da primeira turma realizou-se no vigésimo sexto dia do mes de agosto de mil novecentos e setenta e oito .
Naquele dia as 18:30 horas compartilhamos uma missa em ação de graças na Igreja Nossa Senora do Rosário.
Ás 20:00 horas, solene colação de Grau no Clube Comercial.
No nosso convite está escrito como LEMA : " O crescimento organizado é a melhor forma de sobreviver e vencer. "
JURAMOS: " Prometo, no exercicio da profissão de Aministrador, planejar, organizar, racionalizar e gerir, criando estruturas e sistemas e conduzindo as instituições aos seus propósitos, tendo em vista a dignidade do homem, a elevação de seu nível de vida, o desenvolvimento de sua cultura e bem-estar, assim como a grandeza da Pátria e da comunidade das Nações.
Na minha opinião acho que cumpri em grande parte com meu juramento, de uma forma solidaria e pluralista.
NOSSO PARANINFO : DR LORENÇO OTTO SCHORR
(Grande amigo ate os dias de hoje )
Homenajeados: Econ. João Luiz Hourcade do Prado, Thomaz Albornoz Neto, Econ. Luiz Carlos Sant´Anna, Adm. Julio Cesar Hourcade do Prado, Sr. Leonel Amorety Cornatti, Prof. Zulema Araujo dos Reis, demais professores e funcionarios da Associação Santanense Pró Ensino Superior
FORMANDOS:
ÁTICO ZENERINO GIACOMINI
CARLOS ELI SILVEIRA VIGÃNICO
DALTO ANTÕNIO FRANCISO
EBER RODRIGUES FERNANDEZ
GETULIO FLORES LOPES
HENRY JOSE URQUHART PEREZ
HILARIO NICOLINI
JORGE ANTONIO CHAVES
JORGE OSVALDO ALVES RODRIGUES
JOSE LUIZ ESCOSTEGUY
JOVANI CARLO PEREIRA CIEGLINSKI
JULIO JOSE LUIS DE LEON RODRIGUEZ
MARIA DE LOURDES ECHEVESTRE CASTRO
MARISA BEATRIZ SANCHEZ HUERTAS
MARLENE PEREIRA DE ANTONELLO
RENILDO UBIRAJARA VIEIRA OSORIO
ROBERT BRAZ DA LUZ GONZALEZ
RUBEM ROQUE CORADINI
ZENOVIA PIREZ

criado por HENRY URQUHART
11:12:18
No último dia 16 de junho a Agência Carta Maior* publicou uma "Carta Aberta" sobre a "diretriz de retorno" da União Européia, escrita pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, onde o mesmo manifesta preocupação com a política de endurecimento das condições de detenção e expulsão de imigrantes na Europa. "Os europeus sempre foram bem-vindos. Vieram ao nosso continente para explorar riquezas e para transferi-las para a Europa, com um altíssimo custo para as populações originais da América", lembra Evo. Leia a integra da Carta.
O papel real dos imigrantes
Evo Morales Ayma**
Até o final da Segunda Guerra Mundial, a Europa foi um continente de emigrantes. Dezenas de milhões de europeus partiram rumo às Américas para colonizar, escapar da fome, das crises financeiras, das guerras ou dos totalitarismos europeus e da perseguição às minorias étnicas.
Hoje, estou acompanhando com preocupação o processo da chamada "diretriz de retorno". O texto, validado no passado 5 de junho pelos ministros do Interior dos 27 países da União Européia, deve ser votado no dia 18 de junho no Parlamento Europeu. Sinto que endurece de maneira drástica as condições de detenção e expulsão aos imigrantes indocumentados, qualquer que seja seu tempo de permanência nos países europeus, sua situação laboral, seus laços familiares, sua vontade e suas tentativas de integrar-se.
Os europeus chegaram massivamente aos países da América Latina e da América do Norte, sem vistos nem condições impostas pelas autoridades. Foram sempre bem-vindos. E continuam sendo, em nossos países do continente americano, que absorveram, naquela época, a miséria econômica européia e suas crises políticas. Vieram ao nosso continente para explorar riquezas e para transferi-las para a Europa, com um altíssimo custo para as populações originais da América. Como no caso do nosso Cerro Rico de Potosí e suas fabulosas minas de prata, que permitiram dar massa monetária ao continente europeu do século XVI até o século XIX. As pessoas, os bens e os direitos dos imigrantes europeus sempre foram respeitados.
Hoje, a União Européia é o principal destino dos imigrantes do mundo, o que é conseqüência de sua positiva imagem de espaço de prosperidade e de liberdades públicas. A imensa maioria dos imigrantes vem para a UE para contribuir com esta prosperidade, não para aproveitar-se dela. Ocupam os empregos de obras públicas, construção, nos serviços a pessoas e hospitais, que não podem ou não querem ocupar os europeus.
Contribuem para o dinamismo demográfico do continente europeu, para manter a relação entre ativos e inativos que torna possível seus generosos sistemas de seguridade social e dinamizam o mercado interno e a coesão social. Os imigrantes oferecem uma solução aos problemas demográficos e financeiros da UE.
Para nós, nossos imigrantes representam a ajuda para o desenvolvimento que os Europeus não nos dão - uma vez que poucos países alcançam realmente o mínimo objetivo de 0,7% de seu PIB na ajuda para o desenvolvimento. A América Latina recebeu, em 2006, 68 bilhões de dólares em remessas, ou seja, mais do que o total dos investimentos estrangeiros em nossos países. A nível mundial, chegam a 300 bilhões de dólares, que superam os 104 bilhões concedidos como ajuda para o desenvolvimento. Meu próprio país, a Bolívia, recebeu mais de 10% do PIB em remessas (1,1 bilhões de dólares) ou um terço das nossas exportações anuais de gás natural.
Ou seja, que os fluxos migratórios são benéficos tanto para os europeus e, de modo marginal, para nós, do Terceiro Mundo, uma vez que também perdemos contingentes que somam milhões da nossa mão de obra qualificada, na qual, de um modo ou de outro, nossos Estados, mesmo pobres, investiram recursos humanos e financeiros.
Lamentavelmente, o projeto da "diretriz de retorno" complica terrivelmente esta realidade. Apesar de que concebemos que cada Estado ou grupo de Estados pode definir suas políticas migratórias com toda soberania, não podemos aceitar que os direitos fundamentais das pessoas sejam negados aos nossos compatriotas e irmãos latino-americanos. A "diretriz de retorno" prevê a possibilidade de prisão dos imigrantes indocumentados por até 18 meses antes de sua expulsão - ou "afastamento", segundo o termo da diretriz. 18 meses! Sem julgamento nem justiça! Tal como está hoje, o projeto de texto da diretriz viola claramente os artigos 2, 3, 5, 6, 7, 8 e 9 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Especialmente o artigo 13 da Declaração, que diz:
1. Toda pessoa tem o direito de circular livremente e de escolher sua residência no território de um Estado.
2. Toda pessoa tem direito de sair de qualquer país, inclusive do próprio, e de voltar para o seu país".
E, o pior de tudo, existe a possibilidade de encarcerar mães de família e menores de idade, sem levar em consideração sua situação familiar ou escolar, nestes centros de internação, nos quais sabemos que ocorrem depressões, greves de fome, suicídios. Como podemos aceitar sem reagir que sejam concentrados em campos compatriotas e irmãos latino-americanos indocumentados, dos quais a imensa maioria está há anos trabalhando e se integrando? De que lado está hoje o dever de ingerência humanitária? Onde estão a "liberdade de circular", a proteção contra prisões arbitrárias?
Paralelamente, a União Européia tenta convencer a Comunidade Andina de Nações (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru) de que assinem um "Acordo de Associação" que inclui em seu terceiro pilar um Tratado de Livre Comércio, da mesma natureza e conteúdo que os impostos pelos Estados Unidos. Estamos sob intensa pressão da Comissão Européia para aceitar condições de profunda liberalização para o comércio, os serviços financeiros, propriedade intelectual ou nossos serviços públicos. Além disso, em nome da proteção jurídica somos pressionados pelo processo de nacionalização da água, do gás e das telecomunicações realizados no Dia Mundial dos Trabalhadores. Pergunto, nesse caso, onde está a "segurança jurídica" para nossas mulheres, adolescentes, crianças e trabalhadores que buscam melhores horizontes na Europa?
Promovem a liberdade de circulação de mercadorias e finanças, enquanto vemos à frente encarceramento sem julgamento para nossos irmãos que tentaram circular livremente. Isso é negar os fundamentos da liberdade e dos direitos democráticos.
Sob estas condições, caso for aprovada esta "diretriz de retorno", estaríamos na impossibilidade ética de aprofundar as negociações com a União Européia e nos reservamos o direito de adotar com os cidadãos europeus as mesmas obrigações de visto que são impostas aos Bolivianos desde primeiro de abril de 2007, segundo o princípio diplomático de reciprocidade. Não o exercemos até agora, justamente por esperar bons sinais da UE.
O mundo, seus continentes, seus oceanos e seus pólos conhecem importantes dificuldades globais: o aquecimento global, a contaminação, o desaparecimento lento mas certo de recursos energéticos e biodiversidade, enquanto aumenta a fome e a pobreza em todos os países, fragilizando nossas sociedades. Fazer dos imigrantes, quer sejam documentados ou não, os bodes expiatórios destes problemas globais, não é nenhuma solução. Não corresponde a nenhuma realidade. Os problemas de coesão social que a Europa está sofrendo não são culpa dos imigrantes, mas o resultado do modelo de desenvolvimento imposto pelo Norte, que destrói o planeta e desmembra as sociedades dos homens.
Em nome do povo da Bolívia, de todos os meus irmãos do continente e de regiões do mundo como o Maghreb, Ásia e os países da África, faço um chamado à consciência dos líderes e deputados europeus, dos povos, cidadãos e ativistas da Europa, para que não seja aprovado o texto da "diretriz de retorno".
Tal como a conhecemos hoje, é uma diretriz da vergonha. Chamo também a União Européia a elaborar, nos próximos meses, uma política migratória respeitosa dos direitos humanos, que permita manter este dinamismo proveitoso para ambos os continentes e que possa reparar, de uma vez por todas, a tremenda dívida histórica, econômica e ecológica que os países da Europa têm com grande parte do Terceiro Mundo, que feche de uma vez as veias ainda abertas da América Latina. Não podem falhar hoje em suas "políticas de integração" como fracassaram com sua suposta "missão civilizadora" do tempo das colônias.
Recebam todos vocês, autoridades, europarlamentares, companheiras e companheiros, saudações fraternas desde a Bolívia. E, especialmente, nossa solidariedade com todos os "clandestinos".
* http://www.cartamaior.com.br/templates/
** Presidente da República da Bolívia

criado por HENRY URQUHART
15:08:55
O PREÇO DE UM FILHO
Esses dias calcularam o custo para criar um filho, do seu nascimento aos 18 anos.
São US$160.140,00 para uma família de classe média.
O valor é chocante! E esse valor não cobre a formação escolar
Mas, se você parcelar, US$160.140,00 não é tão ruim assim. Ele se traduz em:
US$8.896,66 por ano
US$741,38 por mês
US$171,08 por semana
E meros US$24,24 por dia
Cerca de um dólar por hora.
O que você ganha com US$160.140,00?
Direito de dar nomes. O primeiro, o do meio e o último.
Olhares de Deus todos os dias.
Risadinhas debaixo das cobertas todas as noites.
Mais amor do que seu coração pode suportar.
Beijos jogados no ar e abraços com velcro.
Infinitas admirações por pedras, formigas, nuvens e biscoitos.
Uma mão para segurar, normalmente suja de geléia ou chocolates.
Um parceiro para fazer bolhas de sabão, soltar pipas.
Alguém para fazer você rir como bobo, não importa o que
seu chefe tenha dito ou como as bolsas se comportaram nesse dia.
Por US$160.140,00 você não precisará crescer nunca. Você deve:
Ter os dedos sujos de tinta,
modelar abóboras,
brincar de esconde-esconde,
pegar vaga-lumes e,
nunca parar de acreditar em Papai Noel.
Você terá uma desculpa para…
Continuar a ler as Aventuras do Ursinho Pooh,
Assistir desenhos animados ao sábado pela manhã.
Assistir filmes da Disney, e
Fazer pedidos a estrelas.Você recebe molduras de arco-íris,
de corações ou flores sob imãs de geladeira ; conjunto de mãos impressas
em argila para o Dia das Mães, e cartões com letras viradas para o Dia dos Pais.
Por US$160.140,00, não há outro jeito mais fácil de ficar famoso.
Você é um herói apenas por …
recuperar uma bola do telhado da garagem,
retirar as rodinhas da bicicleta,
remover uma farpa,
encher uma piscina de plástico, fazer bola de chiclete sem estourar e treinar
um time de futebol que nunca vence mas sempre recebe sorvete de prêmio.
Você tem lugar na primeira fila da “história” como testemunha …
Dos primeiros passos,
Das primeiras palavras,
Do primeiro sutiã,
Do primeiro namoro, e
Da primeira vez atrás do volante de um carro.
Você fica imortal.Você tem um novo braço na sua árvore genealógica e,
se tiver sorte, uma longa lista de membros no seu obituário,
chamados netos e bisnetos.
Você recebe formação em psicologia, enfermagem, justiça criminal,
comunicação e sexualidade humana que nenhuma faculdade pode lhe dar.
Aos olhos de uma criança, você localiza-se logo abaixo de Deus.
Você tem poder para curar um choro, espantar os monstros que estão debaixo da cama,
remendar um coração partido, policiar uma festa sonolenta,
cultivá-los sempre e amá-los sem limites.
E assim algum dia, eles como você, amarão sem medir os custos.
É um excelente negócio por esse preço!
É o melhor investimento que você fará.

criado por HENRY URQUHART
14:20:24